Não é a conquista de um direito
e também não é por 20 ou 55 centavos.
Não é por uma mera reforma,
não é por isso que marchamos.
A copa já saiu de moda,
deu lugar ao visual mascarado.
Nas ruas estamos sonhando
com o que o capital pode nos dá.
Mas ainda estamos dormindo, pois
precisamos estar dormindo pra sonhar.
E depois que acordar vamos viver
com quem vier viver junto conosco.
A consciência se faz nas ruas,
não é em face nem televisão.
Rápido ou devagar, temos que aprender
a marchar pela conquista da revolução.
O capital está em crise
e nós estamos quase lá,
temos que criar a mediação
pra no buraco da crise poder entrar.
E mesmo que a polícia venha
bater seus cassetetes em nossas cabeças
vamos usá-las, mesmo que machucadas,
pra combater o que nos combate
com inúmeras palavras entonadas
gritando forte e em uníssono:
meus olhos vão arder, sei que vou chorar,
mas da rua jamais saio, aqui é meu lugar.
Pode jogar bomba em criancinha
ou dá tiro de borracha na velhinha.
A nossa raiva é maior que vossas balas
nossa coragem é um veículo blindado.