"O poema é uma bola de cristal. Se apenas enxergares nele o teu nariz, não culpes o mágico." (M. Quintana)
quarta-feira, 17 de abril de 2013
Dia-a-dia
A sombra da noite ecoou profunda
mostrando o que a aurora não trouxe.
Com ela não veio nada mais que o nada
como um vácuo, nem salgado e nem doce.
Os olhos do dia abriram erguendo sua tampa
e logo, a boca pediu uma dose quente
de café ou cachaça, que a essa altura
tanto faz. É o acordar subserviente.
Antes do gole, uma pausa para o bocejo,
ao espelho, jazem olheiras tortuosas
das noites neutras que tive sem teu beijo.
O primeiro sorriso sai gritante, logo cedo,
mas não consegue exprimir as dolorosas
sensações de extrangulamento do desejo
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